Idosos brasileiros buscam aluguel de curta duração para renda extra em contexto de Mercado Imobiliário Idosos brasileiros buscam aluguel de curta duração para renda extra em contexto de Mercado Imobiliário

Idosos brasileiros buscam aluguel de curta duração para renda extra

O número de anfitriões com mais de 60 anos em plataformas de aluguel cresceu 155%. Entenda como idosos usam imóveis para complementar a renda.

O número de anfitriões com mais de 60 anos em plataformas de Aluguel de curta duração no Brasil cresceu mais de 155% entre 2020 e 2025, alcançando 76 mil perfis ativos. Esse movimento reflete a busca por complementar a renda da aposentadoria e a maior familiaridade dessa faixa etária com a tecnologia, transformando imóveis próprios em fontes de receita recorrente em grandes centros urbanos.

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O envelhecimento populacional brasileiro, que atingiu 35,4 milhões de pessoas com 60 anos ou mais em 2025, tem impulsionado mudanças significativas no comportamento financeiro desse grupo. Muitos aposentados, diante da perda de poder de compra, encontram na locação por temporada uma alternativa para custear despesas com saúde e manutenção de patrimônio. A profissionalização da gestão imobiliária tem facilitado esse processo, permitindo que proprietários deleguem a operação de check-in e limpeza a empresas especializadas.

Tecnologia e adaptação ao mercado imobiliário

Dados da Pnad Contínua indicam que o uso da internet entre brasileiros com mais de 60 anos saltou de 24,7% para 69,8% entre 2016 e 2024. Essa inclusão digital foi determinante para que esse público passasse a gerir seus próprios ativos em plataformas digitais. Especialistas apontam que, além da necessidade financeira, existe uma percepção estratégica sobre o valor dos imóveis, com muitos proprietários utilizando segundas ou terceiras residências para gerar fluxo de caixa.

Para muitos, o objetivo não é apenas o lucro, mas a preservação do imóvel. Proprietários relatam que a receita obtida com as locações curtas é fundamental para cobrir custos de condomínio e manutenção, evitando a deterioração de bens herdados ou adquiridos ao longo da vida profissional. A gestão profissional, inclusive, tem sido uma aliada para quem deseja evitar o desgaste operacional do entra e sai de hóspedes.

Desafios jurídicos e convivência em condomínios

Apesar do crescimento, a modalidade enfrenta debates sobre a convivência em edifícios residenciais. Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a oferta de Imóveis em plataformas de curta duração em condomínios residenciais pode exigir a autorização de dois terços dos condôminos em assembleia. Essa decisão trouxe um novo cenário para o mercado, exigindo que anfitriões sejam ainda mais rigorosos com as regras de segurança e documentação dos hóspedes.

Os anfitriões defendem que a prática é um exercício do direito de propriedade e que, com a devida organização, é possível manter a harmonia no condomínio. A exigência de cadastro prévio e o compartilhamento de informações com a administração do prédio são medidas adotadas por muitos proprietários para garantir a segurança e o sossego dos demais moradores.

Fonte: UOL

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