Aluguel de curta duração profissionaliza gestão imobiliária no Rio em contexto de Mercado Imobiliário Aluguel de curta duração profissionaliza gestão imobiliária no Rio em contexto de Mercado Imobiliário

Aluguel de curta duração profissionaliza gestão imobiliária no Rio

O crescimento do aluguel de curta duração no Rio de Janeiro profissionaliza a gestão imobiliária e impulsiona serviços especializados na cidade.

O mercado de aluguel por temporada no Rio de Janeiro vive um processo de profissionalização acelerada, impulsionado pelo crescimento de 18% no número de imóveis ativos em um ano. Com 25 mil unidades voltadas para essa modalidade, a atividade deixou de ser uma fonte de renda complementar para se consolidar como um negócio estruturado, exigindo gestão especializada em limpeza, manutenção e atendimento. Esse movimento reflete a alta demanda turística, que registrou um aumento de 19% na chegada de visitantes internacionais no primeiro trimestre de 2026, consolidando a capital carioca como um polo de rentabilidade no setor de imóveis.

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A profissionalização da gestão de imóveis

A trajetória de proprietários que iniciaram a operação de forma autônoma revela a complexidade do setor. Atualmente, a necessidade de manter padrões elevados de hospitalidade exige a contratação de equipes dedicadas, desde a lavanderia de enxovais até a manutenção predial preventiva. Especialistas apontam que a locação por temporada exige margem, custo e risco operacional próprios, afastando o amadorismo que caracterizou o início das plataformas digitais.

O impacto econômico dessa expansão é expressivo. Dados da Fundação Getulio Vargas indicam que o setor movimentou R$ 5,6 bilhões no PIB municipal da capital carioca, gerando mais de 61 mil empregos. Para cada R$ 10 gastos com hospedagem, outros R$ 52 circulam em setores como alimentação, transporte e Lazer, reforçando que o mercado imobiliário prioriza conveniência e qualidade de vida para atender a esse público.

Desafios e regulação no mercado carioca

A ascensão dos aluguéis de curta duração traz desafios para a dinâmica dos condomínios. A rotatividade constante de hóspedes gera desgaste físico nas edificações e altera a convivência entre moradores. Em resposta a esse cenário, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu que a oferta de Imóveis em plataformas de temporada em condomínios residenciais exige a autorização expressa de dois terços dos condôminos em assembleia.

Além da questão jurídica, o setor enfrenta debates sobre o impacto na oferta de moradia tradicional. Em bairros como Ipanema e Copacabana, a migração de unidades para o modelo de curta temporada é apontada como um dos fatores que pressionam os preços dos aluguéis convencionais. Contudo, especialistas do Secovi-Rio ponderam que o desequilíbrio entre oferta e demanda, somado aos juros altos que dificultam a compra da casa própria, são os principais motores da valorização imobiliária atual.

Perspectivas para o investidor

Para quem busca investir no segmento, a escolha do imóvel é determinante. Unidades compactas apresentam menor flexibilidade para ajustes de preços na baixa temporada, enquanto imóveis maiores, com dois ou mais quartos, demonstram maior resiliência operacional. A profissionalização do setor também impulsionou o comércio local, com a abertura de novos serviços de conveniência no entorno das áreas mais procuradas, como o Porto Maravilha e a Zona Sul.

Fonte: UOL

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