Preço do metro quadrado desacelera em maio e indica semestre mais fraco em contexto de Mercado Imobiliário Preço do metro quadrado desacelera em maio e indica semestre mais fraco em contexto de Mercado Imobiliário

Preço do metro quadrado desacelera em maio e indica semestre mais fraco

Preço do metro quadrado desacelera em maio e indica semestre mais fraco. O preço de imóveis residenciais no Brasil registrou uma nova desaceleração em…

O preço de imóveis residenciais no Brasil registrou uma nova desaceleração em maio de 2026, com alta de 0,42%, segundo dados do índice FipeZap. O resultado, inferior ao avanço de 0,51% observado em abril, reforça a tendência de um primeiro semestre com valorização acumulada abaixo do desempenho registrado no mesmo período de 2025. Com a inflação pressionando os custos da construção civil, o mercado imobiliário enfrenta desafios para manter ganhos reais acima de índices como o IPCA.

Desempenho do mercado imobiliário em 2026

A valorização acumulada do metro quadrado entre janeiro e maio de 2026 atingiu 1,96%. Para que o semestre encerre com um desempenho próximo aos 3,33% observados nos primeiros seis meses do ano passado, o indicador precisaria de uma alta atípica de 1,3% em junho, cenário considerado improvável diante das leituras mensais recentes. Especialistas apontam que a variação tem se mantido em uma faixa moderada, entre 0,20% e 0,51% ao mês.

A perda de fôlego é confirmada pela comparação anual. Em 12 meses até maio de 2025, a valorização dos Imóveis era de 7,66%, enquanto o indicador atual aponta para 5,59%. Esse movimento reflete uma mudança na dinâmica de preços, que agora lutam para superar a inflação oficial. Para investidores que buscam valorização do metro quadrado no Nordeste e imóveis compactos, a análise detalhada por região torna-se fundamental.

Impacto da inflação e custos de construção

A aceleração da inflação, impulsionada por fatores externos que elevaram os custos de insumos da construção civil, tem dificultado a valorização nominal dos imóveis. A alta acumulada de janeiro a maio, de 1,96%, ficou abaixo do IPCA (3,24%) e do IGP-M (3,74%). Em 2025, o cenário era distinto, com a valorização imobiliária superando com folga os índices gerais de preços.

A expectativa para o fechamento de 2026 é que a valorização dos imóveis residenciais oscile entre 4,7% e 5,2%, patamar próximo à projeção do Boletim Focus para o IPCA. Isso sugere que a valorização real do setor deve ficar próxima de zero na média nacional. Para o corretor, entender essas nuances é vital para alinhar expectativas com clientes, sendo essencial manter uma reputação digital do corretor de imóveis que define sucesso nas vendas em um mercado mais seletivo.

Destaques regionais e comportamento por tipologia

Embora a média nacional apresente desaceleração, capitais do Norte e Nordeste continuam liderando o ranking de valorização. Cidades como Vitória (ES), Salvador (BA) e Manaus (AM) registraram altas superiores a 5% no acumulado do ano, superando significativamente a média do FipeZap. Em contrapartida, grandes mercados como São Paulo e Rio de Janeiro têm apresentado um ritmo de crescimento mais contido.

A escolha da tipologia do imóvel também influencia o retorno. Em cinco meses de 2026, a valorização variou de 0,98% para unidades de três dormitórios a 2,76% para empreendimentos de um dormitório. Mesmo com o desempenho superior dos compactos, a valorização média ainda permanece abaixo da inflação acumulada no período.

Fonte: Portas

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