Mercado de multifamily atinge 14 mil unidades com foco em locação em contexto de Mercado Imobiliário Mercado de multifamily atinge 14 mil unidades com foco em locação em contexto de Mercado Imobiliário

Mercado de multifamily atinge 14 mil unidades com foco em locação

Mercado de multifamily atinge 14 mil unidades com foco em locação. O mercado brasileiro de edifícios residenciais voltados exclusivamente para a…

O mercado brasileiro de edifícios residenciais voltados exclusivamente para a locação profissionalizada, conhecido como multifamily, alcançou a marca de 14 mil unidades em 2025, movimentando R$ 1,1 bilhão. Embora o setor apresente sinais de amadurecimento e atraia grandes investidores institucionais, a concentração de 90% dos ativos na cidade de São Paulo e o impacto dos juros elevados ainda limitam a escala nacional. O modelo, que se diferencia pela gestão centralizada de unidades, enfrenta o desafio de equilibrar a alta demanda por aluguel com o custo de capital necessário para novos empreendimentos.

Crescimento e expansão do modelo multifamily

O segmento de multifamily no Brasil atravessa uma fase de transição, saindo de um estágio inicial de desenvolvimento para um foco mais intenso na gestão operacional. Com a entrada de players globais como Greystar e Brookfield, o setor projeta um crescimento superior a 30% no estoque de unidades nos próximos anos. A parceria entre a Greystar e a Cyrela, por exemplo, prevê um investimento de R$ 5 bilhões para a construção de 40 prédios até 2029, o que deve adicionar 10 mil unidades ao mercado.

Diferente do modelo tradicional de locação, o multifamily opera com todos os apartamentos registrados sob uma única matrícula, o que impede a venda individual das unidades. Essa característica atrai investidores que buscam renda recorrente de longo prazo. Para quem busca entender as dinâmicas de locação em diferentes regiões, o mercado de aluguel estudantil em Curitiba oferece um panorama sobre como a demanda por moradia profissionalizada se comporta fora do eixo principal.

O impacto dos juros no setor imobiliário

A taxa Selic elevada exerce um papel ambíguo no mercado de multifamily. Por um lado, o encarecimento do crédito para a casa própria impulsiona a procura por imóveis para alugar, beneficiando a ocupação dos prédios. Por outro, o custo de capital elevado torna mais complexo o financiamento de novos projetos de longo prazo. Segundo especialistas, o setor poderia ter uma escala até cinco vezes maior caso o cenário macroeconômico de juros fosse mais favorável.

A gestão profissional tornou-se o diferencial competitivo para empresas como a Vila 11 e a JFL. Enquanto a primeira foca em retrofit de prédios para média e alta renda, a JFL tem expandido sua atuação no segmento corporativo, atendendo empresas que necessitam de hospedagem para executivos. Esse movimento de profissionalização é similar ao que ocorre em outros nichos do setor, onde o envelhecimento de prédios impulsiona demanda por crédito para condomínios, exigindo uma administração mais eficiente dos ativos.

Estratégias de operação e mercado

A Brookfield, que já possui 2,8 mil apartamentos em operação, tem apostado na aquisição de plataformas como a Tabas para otimizar a gestão. O foco em apartamentos de dois quartos, com aluguéis situados na faixa de R$ 2 mil a R$ 3 mil, visa atender a classe média urbana. A estratégia demonstra que, apesar da concentração atual em São Paulo, o modelo busca escala através da eficiência operacional e da oferta de serviços integrados aos inquilinos.

Fonte: Portas

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