O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo registrou uma queda na taxa de vacância para 12,5% no segundo trimestre de 2026, consolidando uma trajetória de recuperação iniciada em 2023. Enquanto a capital paulista avança na ocupação de espaços corporativos, o Rio de Janeiro também apresenta melhora gradual, reduzindo sua vacância de 35% para 24% em um período de dois anos. O setor logístico brasileiro mantém um ritmo robusto de absorção, com destaque para grandes operações de pré-locação que sustentam a estabilidade do segmento mesmo com a entrega de novos empreendimentos.

Recuperação do setor corporativo em São Paulo
Os dados apurados pela consultoria Buildings indicam que a área disponível para locação em São Paulo recuou de 758,1 mil metros quadrados para 675,5 mil metros quadrados no 2T26. Este movimento reflete a demanda aquecida em eixos estratégicos como Faria Lima, Brooklin e Chucri Zaidan, que concentraram as principais transações do período. A absorção líquida na capital paulista atingiu cerca de 50 mil metros quadrados, impulsionada por empresas de diversos setores que buscam espaços de alto padrão.
Entre as movimentações de destaque, a Claro Brasil ocupou 11,1 mil metros quadrados no edifício Quota Corporate, na região da Chácara Santo Antônio. Outras empresas como a Braskem, que alugou 9 mil metros quadrados no Alto das Nações, e o escritório BMA Advogados, com 4 mil metros quadrados no Bothanic, reforçam a confiança no mercado de imóveis comerciais de alto nível.
Evolução do mercado imobiliário no Rio de Janeiro
O cenário carioca, embora apresente um ritmo mais moderado em comparação à capital paulista, demonstra sinais claros de evolução. A taxa de vacância, que atingia 35,3% no final de 2023, caiu para 24,2% no segundo trimestre de 2026. Com uma absorção líquida positiva de aproximadamente 19,7 mil metros quadrados, o mercado de escritórios no Rio de Janeiro segue em processo de ajuste, atraindo ocupantes que buscam modernização em suas instalações corporativas.
Expansão do setor logístico nacional
O segmento de condomínios logísticos de alto padrão continua sendo um dos pilares de força do mercado imobiliário brasileiro. Mesmo com a entrega de mais de 840 mil metros quadrados de novos espaços no trimestre, a taxa de vacância permaneceu estável em 6,8%. Este equilíbrio é resultado de um volume expressivo de locações e pré-locações por grandes players do varejo e e-commerce.
O Mercado Livre, por exemplo, realizou a pré-locação de 160 mil metros quadrados no HGLG Simões Filho, na Bahia. A Shopee também expandiu sua presença logística com operações em Guarulhos e no Rio Grande do Sul. Para quem acompanha o setor, entender a dinâmica de inadimplência no mercado de aluguel e a ocupação de espaços é fundamental para analisar a saúde econômica do país.
Fonte: Infomoney
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