Shopping centers brasileiros consolidam cinema como motor de lazer em contexto de Mercado Imobiliário Shopping centers brasileiros consolidam cinema como motor de lazer em contexto de Mercado Imobiliário

Shopping centers brasileiros consolidam cinema como motor de lazer

Shopping centers brasileiros consolidam cinema como motor de lazer. O cinema permanece como o principal pilar de entretenimento nos shopping centers…

O cinema permanece como o principal pilar de entretenimento nos shopping centers brasileiros, moldando um novo comportamento de consumo marcado por visitas mais planejadas e períodos de permanência mais longos. Segundo dados da Abrasce, o setor imobiliário de varejo tem adaptado seus espaços para transformar a ida ao shopping em uma experiência social completa, elevando o tempo médio de permanência de 1h20 para 3h20 nos últimos anos.

O papel estratégico do cinema nos shoppings

Historicamente, a inclusão de salas de cinema em grandes centros comerciais foi vista com ceticismo por especialistas, devido à menor rentabilidade por metro quadrado em comparação a lojas de varejo tradicionais. No entanto, a estratégia focada no fluxo de pessoas provou ser um diferencial competitivo. O cinema atua como um âncora de experiência, atraindo um público que busca convivência e lazer, elementos essenciais para a sustentabilidade dos ativos imobiliários modernos.

De acordo com o levantamento, 51% dos frequentadores utilizam o cinema pelo menos uma vez ao mês. O engajamento é particularmente expressivo entre o público jovem de 18 a 24 anos, com 60% de adesão. Esse comportamento demonstra que, longe de ser substituído pelo streaming, o cinema presencial se reposicionou como uma atividade coletiva e imersiva, forçando os empreendimentos a investirem em salas VIP e gastronomia gourmet.

Mudança no comportamento do consumidor

A dinâmica de visitação aos shoppings passou por uma transformação estrutural. O consumidor atual é mais seletivo: as visitas planejadas subiram de 61% para 68%. Embora a frequência mensal tenha registrado queda, o tempo de permanência dentro dos espaços cresceu significativamente. Esse fenômeno reflete a transição do foco em fluxo de pessoas para o conceito de tempo bem vivido, onde o shopping se torna um destino de socialização e relaxamento.

Para o setor de mercado imobiliário comercial, essa mudança exige uma infraestrutura que combine natureza e tecnologia. Cerca de 61% dos consumidores buscam ambientes com luz natural e vegetação, enquanto 50% valorizam elementos tecnológicos como automação e telas interativas. A integração de serviços, como academias e áreas de convivência, complementa essa nova função dos centros comerciais.

Experiência híbrida e futuro do varejo

O consumo tornou-se híbrido, com 8 em cada 10 pessoas realizando compras online, mas 95% mantendo a frequência em lojas físicas. Enquanto o digital oferece praticidade e preço, o espaço físico é valorizado pela experiência sensorial de toque e interação. Essa fragmentação entre canais reforça a necessidade de os shoppings oferecerem experiências que não podem ser replicadas no ambiente doméstico, como eventos, exposições e gastronomia de alta qualidade.

Fonte: Superfeed Imóveis BR

Fonte: Exame

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