O mercado imobiliário de Goiânia iniciou 2026 com desempenho expressivo, superando a média nacional com um crescimento de 12,7% nas vendas de Imóveis novos no primeiro trimestre. Com 2.882 apartamentos comercializados, a capital goiana demonstra resiliência impulsionada pela expansão econômica e populacional, enquanto as incorporadoras aumentaram os lançamentos em 15,8%. O cenário atual, marcado por uma valorização de 3,6% no período, reflete a confiança do setor e a busca por proteção patrimonial, apesar dos desafios na aprovação de projetos de habitação social.
Desempenho e confiança das incorporadoras
O setor imobiliário em Goiânia apresentou um ritmo de vendas superior ao observado no restante do país, onde o avanço foi de 4,1%. Segundo dados da Associação de Dirigentes de Empresas do mercado imobiliário (Ademi-GO), a comercialização de 2.882 unidades verticais nos três primeiros meses do ano confirma a demanda aquecida. A confiança das empresas do setor é evidenciada pelo aumento de 15,8% no volume de lançamentos, mesmo em um período historicamente mais contido.
A expectativa de continuidade na trajetória de queda da taxa básica de juros tem incentivado o planejamento de novos empreendimentos. Além disso, a flexibilização nas condições de crédito, com instituições financeiras financiando até 90% do valor do imóvel, amplia o acesso de novos compradores. Para entender como o cenário macroeconômico afeta o setor, é importante observar como construtoras buscam mercado de capitais para financiar obras, garantindo a continuidade dos projetos em desenvolvimento.
O papel do Minha Casa, Minha Vida e a habitação social
O programa Minha Casa, Minha Vida atua como um importante vetor de liquidez para as Incorporadoras locais. Empreendimentos voltados para as faixas 2, 3 e 4 têm registrado alta velocidade de vendas, com casos de projetos que atingiram 90% de comercialização logo após o lançamento. No entanto, o setor aponta que a participação da Habitação de Interesse Social (HIS) em Goiânia, que hoje representa 26% dos lançamentos, ainda está abaixo do potencial observado em outras capitais, onde o índice chega a 56%.
A Ademi-GO defende a desburocratização dos processos de aprovação, sugerindo prazos de até 30 dias para viabilizar novos projetos. A escassez de estoque, que atualmente cobre apenas nove meses de vendas, reforça a necessidade urgente de novos Lançamentos para equilibrar a oferta e a demanda na cidade.
Valorização e perspectivas para o comprador
A valorização de 3,6% no primeiro trimestre de 2026 reforça a percepção do imóvel como um ativo de proteção patrimonial. Em bairros como o Alto da Glória, empreendimentos de destaque registraram valorização do metro quadrado, saltando de R$ 11 mil para R$ 12 mil, o que demonstra a força da valorização imobiliária em áreas consolidadas. Para quem busca buscar imóveis, o momento exige atenção aos indicadores de cada região.
Fonte: Portas