O shopping Parque Dom Pedro, localizado em Campinas, passará por uma transformação urbana significativa com a construção de até 17 torres em sua área de estacionamento. O projeto, liderado pela Allos, visa criar um centro multiuso com VGV total estimado em R$ 4,5 bilhões, integrando espaços corporativos, hotelaria e áreas residenciais. A iniciativa busca maximizar o uso de terrenos ociosos e aumentar o fluxo de pessoas no empreendimento, consolidando o local como um polo de serviços e Moradia.
Expansão e desenvolvimento do complexo
As licenças para as duas primeiras torres já foram concedidas pela prefeitura de Campinas. O cronograma prevê o início das obras no segundo semestre, com um prazo de conclusão de 36 meses. O primeiro estágio do projeto contempla um prédio corporativo de padrão triple-A, com 24,6 mil metros quadrados de área bruta locável, e um hotel com 224 unidades. O VGV específico para esta fase inicial é de R$ 340 milhões.
A Allos reforça que a construção não resultará em redução de vagas para os frequentadores do shopping. O plano diretor inclui a realocação e reposição das vagas existentes, além da criação de novas estruturas para atender à demanda dos futuros edifícios. Este modelo de desenvolvimento urbano, que prioriza a eficiência do uso do solo, reflete Tendências observadas em outros setores, como o mercado imobiliário brasileiro e o modelo MLS, que buscam otimizar ativos e gerar valor a longo prazo.
Estratégia de parcerias e rentabilização
A estratégia da companhia baseia-se na permuta financeira, onde a Allos disponibiliza o terreno e recebe uma fatia do VGV, que varia entre 15% e 22%, sem a necessidade de aporte de capital próprio. Para a execução, a empresa firmou parcerias com Incorporadoras especializadas, como a Áurea, responsável pelo edifício corporativo, e a Diamond, que conduzirá o projeto hoteleiro.
O conceito aplicado segue a premissa de “cidade de 15 minutos”, onde a infraestrutura permite que moradores e trabalhadores resolvam demandas diárias no entorno imediato. A expectativa é que a conclusão das torres adicione um fluxo diário de 30 mil pessoas ao complexo, elevando o potencial de consumo e a recorrência de visitas ao shopping.
Expansão do modelo pelo Brasil
A Allos pretende replicar o sucesso do projeto de Campinas em outros estados. Atualmente, a empresa possui 72 contratos ativos, totalizando uma receita contratada de R$ 700 milhões em participações em empreendimentos residenciais, hospitais e instituições de ensino. Exemplos dessa estratégia já são visíveis no Shopping da Bahia, com seis torres residenciais em parceria com a Moura Dubeux, e em Goiânia, onde a colaboração com a Cyrela já resultou na entrega de três edifícios.
Fonte: Exame