A cidade de São Paulo atingiu a marca expressiva de 317 mil apartamentos em fase de construção, impulsionada por um ciclo intenso de lançamentos entre 2023 e 2025. O volume reflete a dinâmica do mercado imobiliário paulistano, que combina a alta demanda por unidades do programa Minha Casa, Minha Vida com a robustez dos empreendimentos de médio e alto padrão em bairros nobres. Com uma média de 388 novos imóveis lançados diariamente, a capital paulista reafirma sua posição como o principal motor do setor no Brasil, concentrando quase um terço de toda a atividade de lançamentos residenciais do país.
O ritmo de lançamentos e o estoque em obra
O cenário de canteiros de obras ativos na capital paulista é resultado de um acúmulo de lançamentos nos últimos anos. Segundo dados do Secovi-SP, foram 73 mil unidades lançadas em 2023, seguidas por 104,4 mil em 2024 e 139,7 mil em 2025. Esse estoque considera o ciclo médio de 36 meses entre o lançamento e a entrega das chaves. O início de 2026 mantém o viés de alta, com 39,5 mil unidades lançadas apenas no primeiro quadrimestre, um crescimento de 6% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Para quem busca entender as movimentações do setor, é fundamental acompanhar como a oferta de imóveis se comporta diante dessa intensa atividade construtiva. A média de 11,8 mil novos apartamentos por mês demonstra que, apesar da entrega constante de chaves, o volume de obras permanece em patamares elevados, exigindo planejamento estratégico tanto de Incorporadoras quanto de investidores.
Minha Casa, Minha Vida versus alto padrão
A composição dos lançamentos revela uma dualidade interessante no mercado. Em termos de volume de unidades, o programa Minha Casa, Minha Vida liderou o ano de 2025, respondendo por 61% dos lançamentos, totalizando 85 mil imóveis. No entanto, quando o critério é o Valor Geral de Vendas (VGV), o cenário se inverte. Os imóveis fora do programa habitacional, que englobam os segmentos de médio e alto padrão, representaram 71% do VGV total de R$ 81,7 bilhões, movimentando R$ 58,2 bilhões.
Essa concentração de valor nos segmentos de maior padrão é explicada pela localização estratégica dos empreendimentos. Bairros como Vila Mariana, Itaim Bibi, Pinheiros e Moema concentraram 35% dos lançamentos de médio e alto padrão em 2025. Esses quatro distritos, sozinhos, reúnem 18,6 mil novos imóveis em obras, o que gera uma pressão contínua sobre a infraestrutura urbana e o valor dos terrenos nessas regiões.
Impacto nacional e perspectivas
A relevância de São Paulo no cenário nacional é inquestionável. Em 2025, a capital foi responsável por 31% das unidades residenciais lançadas em todo o Brasil e por 28% do VGV nacional. Esse protagonismo coloca a cidade em um patamar diferenciado, onde a dinâmica de preços e a velocidade de vendas servem como termômetro para o restante do país. Profissionais que atuam no setor devem estar atentos a essas variações, utilizando ferramentas de gestão para otimizar o atendimento, similar ao que se busca em capacitações gratuitas para corretores imobiliários que visam elevar a qualidade do serviço prestado.
Fonte: Portas
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