O Centro de São Paulo consolidou-se como a região com a maior valorização imobiliária percentual da capital nos últimos cinco anos, registrando uma alta de 67,4% no valor do metro quadrado privativo. Impulsionado por projetos de retrofit e pela conversão de edifícios comerciais em residenciais, o preço mediano saltou de R$ 10 mil em 2021 para R$ 16,8 mil em 2026. A transformação urbana, aliada à melhoria nos indicadores de segurança pública, tem atraído novos moradores e investidores para a área central, que agora disputa o protagonismo com regiões tradicionalmente valorizadas da cidade.
A força dos retrofits na valorização central
A requalificação de edifícios antigos tem sido o principal motor da reprecificação imobiliária no Centro. O processo de retrofit, que transforma estruturas obsoletas em moradias modernas, superou o ceticismo inicial do mercado e hoje é um pilar estratégico para Incorporadoras. Projetos emblemáticos, como o Edifício Virgínia e a antiga sede da Telefônica, demonstram essa mudança: no Edifício Virgínia, os valores por metro quadrado evoluíram de R$ 10 mil no lançamento para patamares próximos a R$ 13 mil.
A conversão de imóveis comerciais em residenciais atende a uma demanda crescente da classe média, que busca proximidade com a infraestrutura consolidada de transporte e serviços. Para quem deseja entender melhor as opções de aquisição, é fundamental conhecer as modalidades e sistemas de crédito imobiliário disponíveis no mercado atual.
Segurança e infraestrutura como diferenciais
Além da arquitetura, a valorização é sustentada por dados concretos de segurança pública. A região central registrou em 2025 o menor número de roubos desde 2001, com uma queda expressiva de 9,2 mil ocorrências em 2022 para 3,3 mil em 2025. Esse cenário de maior tranquilidade, somado à oferta de metrô e serviços, reforça a atratividade da região para quem busca buscar imóveis em áreas com alta densidade de conveniências.
Zona Leste e o avanço dos lançamentos
Enquanto o Centro lidera em percentual, a Zona Leste destaca-se como a segunda região com maior valorização, atingindo 48,4% de alta no período. O preço do metro quadrado na região subiu de R$ 6,4 mil para R$ 9,5 mil. O crescimento é impulsionado por uma base de preços mais acessível e um ciclo intenso de lançamentos imobiliários em bairros como Tatuapé e Anália Franco, que concentraram cerca de 39% dos novos projetos residenciais da capital no último ano.
Fonte: Portas
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