Mercado logístico expande galpões refrigerados para atender setor farmacêutico em contexto de Mercado Imobiliário Mercado logístico expande galpões refrigerados para atender setor farmacêutico em contexto de Mercado Imobiliário

Mercado logístico expande galpões refrigerados para atender setor farmacêutico

O crescimento de medicamentos biológicos impulsiona a demanda por galpões refrigerados e logística de última milha no Brasil. Entenda as mudanças no setor.

O mercado logístico brasileiro passa por uma transformação estrutural impulsionada pela alta demanda de medicamentos biológicos e canetas emagrecedoras, exigindo a expansão de galpões refrigerados e áreas de armazenamento multitemperatura. Levantamento do GRI Institute aponta que 44% dos executivos do setor priorizam o desenvolvimento de espaços menores e pulverizados próximos aos centros urbanos para otimizar a última milha. Essa mudança estratégica visa garantir a integridade térmica de produtos sensíveis, consolidando uma nova fase de sofisticação na infraestrutura logística nacional.

A ascensão dos galpões refrigerados

A necessidade de monitoramento rigoroso de ponta a ponta para medicamentos biológicos tornou-se um vetor de modernização para o setor imobiliário industrial. Cerca de 12% dos especialistas do mercado destacam a urgência por galpões de alta tecnologia, capazes de manter condições climáticas controladas. Esse movimento não é apenas uma tendência de consumo, mas uma exigência técnica para a distribuição eficiente de produtos que exigem cuidados específicos durante o transporte.

Grandes redes de farmácias, como a RD Saúde, já investem em centros de distribuição com câmaras refrigeradas de grande porte, como a unidade inaugurada em Itupeva, interior de São Paulo. Com 300 metros quadrados dedicados exclusivamente à refrigeração, a estrutura exemplifica como o Varejo farmacêutico está moldando a demanda por imóveis logísticos de alto padrão para sustentar o crescimento das Vendas de medicamentos de marca.

Desafios na ocupação de áreas urbanas

A expansão logística enfrenta obstáculos significativos, especialmente em regiões densamente povoadas. O custo elevado dos terrenos urbanos é apontado por 66% dos executivos como a principal dificuldade para a construção de novos galpões. Em áreas centrais, a logística disputa espaço diretamente com empreendimentos residenciais e comerciais, o que encarece a viabilização de novos condomínios logísticos nas franjas das grandes metrópoles do Sudeste.

Para contornar essa complexidade, a estratégia de descentralização ganha força. Desenvolvedores estão voltando seus investimentos para capitais do Nordeste, Sul e Centro-Oeste, onde encontram terrenos com valores mais competitivos. Essa regionalização permite capturar a demanda reprimida do e-commerce e do varejo regional, garantindo entregas mais rápidas e eficientes sem a necessidade de competir por terrenos escassos nos grandes centros financeiros.

O impacto da última milha na logística

A operação de última milha, ou last mile, é o coração dessa transformação. Com 37% das respostas dos executivos apontando a expansão regional como prioridade, o setor busca eficiência operacional fora do eixo tradicional. A sofisticação da infraestrutura é essencial para que empresas consigam manter o ritmo de crescimento, abrindo novas unidades de distribuição estrategicamente dimensionadas para atender centenas de lojas com agilidade.

Para investidores e desenvolvedores, entender as nuances do financiamento e das modalidades de crédito imobiliário é fundamental para viabilizar projetos que atendam a essas novas exigências técnicas. O mercado imobiliário industrial, portanto, deixa de ser apenas sobre metragem quadrada e passa a ser sobre capacidade tecnológica e localização estratégica.

Fonte: Exame

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