Comprar um imóvel na planta exige planejamento financeiro e atenção a diversas etapas burocráticas que ocorrem entre a assinatura do contrato e a entrega das chaves. O processo envolve o pagamento de parcelas durante a construção, a correção pelo INCC e a posterior quitação do saldo devedor via financiamento bancário após a emissão do Habite-se. Entender cada fase é fundamental para evitar surpresas no orçamento e garantir a segurança jurídica da aquisição.
O fluxo de pagamento durante a obra
Após a assinatura do contrato de compra e venda, o comprador inicia uma jornada dividida entre o período de construção e a fase final de entrega. Durante a obra, o relacionamento financeiro é mantido diretamente com a construtora. É comum que o cronograma de pagamentos inclua um sinal de entrada, parcelas mensais e pagamentos intermediários, que podem ser trimestrais, semestrais ou anuais, além da parcela específica das chaves.
É essencial que o comprador analise detalhadamente o contrato para compreender como esses valores serão corrigidos. O planejamento estratégico no Minha Casa Minha Vida ou em empreendimentos de médio e alto padrão exige a mesma cautela quanto aos índices de reajuste aplicados ao saldo devedor.
O impacto do INCC e os reajustes contratuais
Durante o período de edificação, as parcelas são corrigidas pelo Índice Nacional da Construção Civil (INCC). Este indicador reflete a variação dos custos com materiais e mão de obra, o que pode elevar o valor das prestações mensalmente. Após a entrega das chaves, caso ainda reste saldo a pagar diretamente à construtora, os reajustes costumam migrar para índices como o IPCA ou IGP-M.
Especialistas recomendam que o comprador não considere apenas o valor inicial da parcela, mas projete os reajustes futuros em seu orçamento familiar. A falta de previsão sobre esses acréscimos é um dos erros que mais geram problemas financeiros para quem adquire imóveis na planta.
A etapa final: Habite-se e financiamento bancário
Quando a construção é finalizada e a prefeitura emite o Habite-se, o imóvel está oficialmente apto para Moradia. Este documento é o marco para a transição do pagamento direto à construtora para o financiamento bancário. Nesta fase, o comprador deve organizar a documentação necessária, como comprovantes de renda, declaração de Imposto de Renda e extratos do FGTS, para a análise de crédito junto à instituição financeira.
A agilidade na entrega dos documentos é crucial, pois pendências podem atrasar a liberação do crédito e gerar cobranças de juros adicionais. O uso do FGTS, dentro das regras do Sistema Financeiro da Habitação, pode ser uma estratégia eficaz para amortizar o saldo devedor ou compor a entrada no momento da assinatura do contrato de Financiamento.
Cuidados essenciais para o comprador
Fonte: Cnnbrasil
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