Mercado imobiliário de Belo Horizonte projeta recuperação em 2026 em contexto de Mercado Imobiliário Mercado imobiliário de Belo Horizonte projeta recuperação em 2026 em contexto de Mercado Imobiliário

Mercado imobiliário de Belo Horizonte projeta recuperação em 2026

Vendas de imóveis em Belo Horizonte recuam 9,8% no primeiro trimestre de 2026, mas setor aposta na Faixa 4 do MCMV e queda de juros para recuperação.

Belo Horizonte registrou a venda de 6.672 imóveis no primeiro trimestre de 2026, representando uma queda de 9,8% em comparação ao mesmo período de 2025. O levantamento, realizado pelo Data Secovi, aponta que o recuo inicial é influenciado por um cenário de cautela econômica, mas a expectativa do setor é de retomada nos próximos meses, impulsionada por novos programas habitacionais e pela perspectiva de ajuste nos juros.

Desempenho do setor e expectativas para o ano

O início de 2026 foi marcado por um comportamento mais conservador dos compradores em Belo Horizonte. Segundo Leirson Cunha, presidente da CMI/Secovi-MG, fatores como o calendário eleitoral e incertezas macroeconômicas contribuíram para a redução no volume de transações. Apesar da queda de 9,8% frente às 7.397 unidades comercializadas no primeiro trimestre de 2025, o mercado mantém uma visão otimista para o restante do ano.

A principal alavanca para a recuperação esperada é a implementação da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida, lançada em abril. Esta nova modalidade atende famílias com renda mensal de até R$ 13 mil, permitindo a aquisição de Imóveis de até R$ 600 mil. A medida atende a uma demanda reprimida e já apresenta sinais de aquecimento nas vendas desde o mês de sua introdução. Para quem busca entender as nuances de aquisição, é importante conhecer as etapas desde a compra de um imóvel na planta até a entrega das chaves.

Segmentação e valorização por padrão

O segmento residencial continua sendo o motor do mercado mineiro, respondendo por 90% das unidades vendidas no trimestre. O valor médio dos imóveis residenciais atingiu R$ 689,9 mil, um incremento de 4% em relação ao ano anterior. O preço do metro quadrado também seguiu em trajetória de alta, alcançando R$ 15,2 mil, uma valorização de 6,3%.

Enquanto os segmentos econômico e standard apresentaram recuos, o mercado de alto padrão e luxo demonstrou resiliência e crescimento. As vendas de unidades de alto padrão subiram 10,6%, enquanto o segmento de luxo cresceu 11,6% e o superluxo registrou uma alta expressiva de 31,8%. Esse movimento reflete uma mudança na estratégia de construtoras que, assim como grandes players do setor, buscam ampliar o foco no Minha Casa Minha Vida para equilibrar o portfólio.

Distribuição regional e VGV

A região Centro-Sul de Belo Horizonte consolidou sua liderança, concentrando 25,1% das vendas totais do trimestre. Na sequência, destacam-se as regiões Oeste (18,8%) e Pampulha (14,9%). Em termos de Valor Geral de Vendas (VGV), bairros como Buritis, Lourdes e Santo Agostinho foram os protagonistas. Apenas no mês de março, o bairro Buritis movimentou R$ 109,7 milhões com a venda de 138 unidades, superando Lourdes e Santo Agostinho, que registraram R$ 70,6 milhões e R$ 66,4 milhões, respectivamente.

Fonte: Portas

Imagens e vídeos são de seus respectivos autores.
Uso apenas editorial e jornalístico, sem representar opinião do site.

Precisa ajustar crédito ou solicitar remoção? Clique aqui.