A Sindona Desenvolvimento passa por uma reestruturação estratégica para atuar no desenvolvimento de ativos urbanos complexos, abandonando o modelo de incorporação tradicional. A empresa busca ocupar um espaço intermediário entre o mercado financeiro e a viabilização de projetos, inspirando-se no modelo de gestão da Brookfield. Com seis empreendimentos em pipeline, a companhia foca em inteligência imobiliária e parcerias para execução, visando destravar o potencial de áreas subutilizadas e edifícios com necessidade de retrofit em São Paulo e região.
Novo modelo de negócio e inspiração internacional
O reposicionamento da Sindona, iniciado em 2025, marca uma mudança profunda na operação da companhia. Segundo o CEO Bruno Sindona, o objetivo é atuar como uma desenvolvedora de ativos, focando na estruturação de projetos complexos em vez de realizar a execução direta das obras. Essa abordagem permite que a empresa se concentre na inteligência do negócio, atraindo parceiros especializados para a construção, enquanto mantém o controle sobre a viabilidade e o valor do ativo.
A inspiração vem da gestora canadense Brookfield, que opera em diversas classes de ativos imobiliários com foco em escala e eficiência financeira. Para viabilizar essa nova fase, a Sindona está estruturando um fundo imobiliário de desenvolvimento, contando com nomes de peso como Paulo Humberg e Samuel Rossilho, este último com vasta experiência em legislações de Retrofit e organismos multilaterais.
Pipeline diversificado e foco em retrofits
A carteira atual da desenvolvedora contempla seis projetos estratégicos. Entre eles, destaca-se a aquisição de um terreno de 480 hectares na zona leste de São Paulo para a implantação de um data center com capacidade de 1 gigawatt. A localização foi escolhida estrategicamente pela proximidade com o eixo de cabos submarinos internacionais, diferenciando-se dos polos tradicionais de tecnologia.
Além disso, a empresa aposta fortemente na requalificação urbana. O portfólio inclui o retrofit de um edifício corporativo na zona oeste da capital, que será convertido em 608 unidades residenciais voltadas ao público estudantil. Esse movimento de transformação de espaços antigos segue uma tendência observada em diversos setores, onde antigas agências bancárias são transformadas em academias de ginástica e outros usos comerciais, otimizando o aproveitamento do solo urbano.
Segregação de ativos e foco no mercado
Como parte da reestruturação, a Sindona separou seu antigo braço econômico, focado no programa Minha Casa Minha Vida e na classe C, criando uma nova marca denominada Sin!. O processo de desinvestimento de ativos que não se alinham ao novo perfil de complexidade urbana deve ser concluído até o final de 2025. A estratégia reflete uma busca por maior eficiência operacional e atração de investidores de capital de impacto, com metas ambiciosas para 2026.
Fonte: Portas
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