Família Cola vence arbitragem contra compradores do Grupo Itapemirim em contexto de Mercado Imobiliário Família Cola vence arbitragem contra compradores do Grupo Itapemirim em contexto de Mercado Imobiliário

Família Cola vence arbitragem contra compradores do Grupo Itapemirim

Família Cola vence arbitragem contra compradores do Grupo Itapemirim. A família Cola, antiga controladora do Grupo Itapemirim, obteve uma vitória…

A família Cola, antiga controladora do Grupo Itapemirim, obteve uma vitória unânime em um processo arbitral contra os empresários Sidnei Piva e Camila Valdívia. A decisão, proferida pela Câmara de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CAM-CCBC), encerra uma disputa de seis anos envolvendo a gestão da companhia após a venda realizada em 2016. Com o resultado favorável, os antigos proprietários buscam agora a execução de valores que podem atingir R$ 400 milhões, referentes a ativos imobiliários e passivos não honrados durante o período de recuperação judicial.

Disputa judicial envolve gestão de ativos imobiliários estratégicos

O conflito teve origem na transação realizada em 2016, momento em que a família Cola transferiu o controle do Grupo Itapemirim para os empresários Sidnei Piva e Camila Valdívia. Na ocasião, os compradores alegaram possuir créditos tributários que permitiriam a reestruturação financeira da companhia. No entanto, a trajetória da gestão subsequente foi marcada por intensas controvérsias, incluindo o direcionamento de recursos para a criação da ITA Transportes Aéreos, que encerrou atividades em 2021 com falência decretada pela Justiça em 2023.

A arbitragem destacou que diversos imóveis que deveriam ter tido seus valores revertidos para a empresa ou devolvidos à família Cola, conforme estipulado em contrato, foram vendidos sem que os recursos fossem injetados na operação. O episódio ressalta a importância da segurança jurídica em transações empresariais complexas, reforçando a necessidade de auditorias rigorosas e análise de riscos em qualquer aquisição que envolva grandes portfólios de bens imóveis.

Irregularidades administrativas e prejuízos acumulados

Além da questão central sobre os imóveis, o Tribunal Arbitral apontou diversas irregularidades na administração de Piva. Entre os pontos citados constam a contratação de serviços de tecnologia onde o gestor atuava em ambos os lados da negociação e a fixação de remunerações elevadas para si mesmo durante o período de recuperação judicial. A Viação Caiçara, que não integrava originalmente a recuperação, foi incorporada ao processo, trazendo consigo ativos importantes como garagens e terminais de apoio, o que impactou diretamente o passivo total da empresa.

O tribunal reconheceu a obrigação das empresas SSG incorporação e Assessoria e CSV Incorporação e Assessoria Empresarial de quitar os valores da aquisição, avaliados inicialmente em R$ 35 milhões. A busca pela execução dos R$ 400 milhões reflete a magnitude dos danos causados pela má gestão e a complexidade de se reaver valores perdidos em processos de insolvência. Para investidores e profissionais do mercado imobiliário, o caso serve como um lembrete fundamental sobre as garantias contratuais necessárias ao adquirir ativos de empresas em crise financeira.

Sede do Grupo Itapemirim
Disputa arbitral envolve a gestão de ativos e imóveis do Grupo Itapemirim.

Fonte: Superfeed Imóveis BR

Fonte: Redir

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