Minha Casa Minha Vida impulsiona vendas de imóveis em São Paulo em contexto de Mercado Imobiliário Minha Casa Minha Vida impulsiona vendas de imóveis em São Paulo em contexto de Mercado Imobiliário

Minha Casa Minha Vida impulsiona vendas de imóveis em São Paulo

Minha Casa Minha Vida impulsiona vendas de imóveis em São Paulo. O mercado imobiliário de São Paulo registrou um desempenho expressivo em abril, com a…

O mercado imobiliário de São Paulo registrou um desempenho expressivo em abril, com a comercialização de 9.588 unidades residenciais novas, totalizando um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 4,9 bilhões. O segmento do Minha Casa Minha Vida foi o principal motor desse resultado, respondendo por 69% das unidades vendidas e 75% dos lançamentos no período, consolidando sua relevância diante do cenário econômico atual.

Protagonismo do segmento econômico

Os dados da Pesquisa do mercado imobiliário, realizada pelo Secovi-SP, evidenciam que o programa habitacional Minha Casa Minha Vida segue como o pilar de sustentação para o setor na capital paulista. Em números absolutos, o programa contabilizou 8.665 unidades lançadas e 6.572 comercializadas apenas em abril. Esse cenário ocorre em um momento de juros elevados, o que torna o crédito imobiliário mais seletivo para outros perfis de compradores.

Ely Wertheim, CEO do Secovi-SP, destaca que o protagonismo do programa não indica uma substituição dos demais segmentos, mas sim a criação de uma nova camada de demanda. O executivo reforça que, com uma eventual redução na taxa de juros, o mercado de média e alta renda tende a retomar seu ritmo de crescimento, promovendo um reequilíbrio natural na distribuição das vendas entre as diferentes faixas de preço.

Perfil dos imóveis mais procurados

A preferência dos consumidores paulistanos permanece concentrada em unidades compactas e funcionais. Imóveis com dois dormitórios lideraram as estatísticas, representando 64% das vendas totais e 53% dos Lançamentos. Quando analisada a área útil, a faixa entre 30 e 45 metros quadrados destacou-se como a mais relevante, concentrando 64% das vendas e gerando um VGV de R$ 2 bilhões.

A estratégia de expansão das construtoras tem acompanhado essa demanda, com muitas empresas, como a Patrimar com foco no Minha Casa Minha Vida, ajustando seus portfólios para atender aos novos limites de enquadramento do programa. Na capital, os tetos das faixas 1 e 2 foram atualizados para R$ 275 mil, enquanto a faixa 3 alcançou o limite de R$ 400 mil, facilitando o acesso à casa própria para uma parcela maior da população.

Distribuição regional e oferta

A análise regional mostra que a zona Leste de São Paulo liderou o volume de lançamentos e vendas, enquanto a zona Sul concentrou a maior oferta final, com 28.017 unidades disponíveis. A cidade encerrou o mês de abril com um estoque total de 85,9 mil unidades novas, abrangendo imóveis na planta, em construção e prontos lançados nos últimos três anos. O indicador de Vendas sobre Oferta (VSO) atingiu 10% no mês, refletindo a dinâmica de absorção do mercado.

Fonte: Exame

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