Uma pesquisa realizada em março de 2026 com 2.500 brasileiros revela as principais tendências e desafios do mercado imobiliário nacional. O estudo aponta que, embora a demanda por compra e locação permaneça aquecida, existe uma lacuna entre a expectativa do consumidor e a entrega das imobiliárias. Enquanto 50% das famílias com renda superior a R$ 2,5 mil planejam adquirir um imóvel, a participação integral de profissionais nas transações ainda enfrenta resistência. O levantamento destaca que a busca por agilidade, transparência e processos menos burocráticos são os fatores decisivos para que o cliente opte pela intermediação profissional em vez de negociações diretas.
O papel das imobiliárias na jornada do consumidor
O reconhecimento da importância das imobiliárias é evidente, mas sua atuação ainda é fragmentada. Segundo os dados, 77% dos proprietários que buscam vender e 71% dos que buscam locar utilizam serviços do setor em algum momento da jornada. Contudo, a contratação integral do serviço ocorre em apenas 49% das vendas e 43% das locações. Esse cenário indica que muitos proprietários ainda tentam conduzir etapas iniciais, como a visitação, de forma independente, recorrendo aos profissionais apenas para a formalização contratual e análise documental.
A segurança jurídica e a expertise técnica são os pilares que sustentam a contratação. Cerca de 90% dos clientes que aprovam o serviço destacam a garantia de segurança no processo como o principal benefício. Para entender melhor os riscos envolvidos em transações sem suporte, é fundamental analisar como o financiamento imobiliário pode ficar mais caro nos próximos anos, exigindo maior cautela e orientação especializada.
Principais barreiras e frustrações dos clientes
A resistência à contratação de imobiliárias não está ligada exclusivamente à comissão. A pesquisa aponta que a demora no retorno (39%) e a pressão para o fechamento do negócio (36%) são frustrações recorrentes. Além disso, a falta de transparência sobre custos e informações incompletas afasta potenciais clientes. O consumidor moderno, especialmente o de gerações mais jovens, valoriza a autonomia e a agilidade, vendo a burocracia excessiva como um entrave que pode ser mitigado por processos digitais eficientes.
Para converter esse público, o setor precisa evoluir na comunicação, demonstrando que a intermediação atua como um investimento na redução de riscos e na otimização do tempo. A digitalização, que já é o primeiro passo da jornada para a maioria dos compradores e locatários, deve ser equilibrada com o suporte humano, especialmente em regiões onde a interação física ainda é considerada um diferencial decisivo.
Otimismo e perspectivas para 2026
Apesar do cenário de juros elevados e das incertezas políticas, o otimismo prevalece entre os interessados em imóveis. A satisfação entre quem utilizou serviços imobiliários é alta, com 86% dos compradores e 70% dos locatários aprovando a experiência. A propensão à recontratação, que atinge 81%, reforça que, quando o serviço é entregue com qualidade e transparência, o valor da intermediação é plenamente reconhecido pelo mercado.
Fonte: Portas
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