Buenos Aires consolidou-se como a terceira cidade mais cara do mundo para a construção de escritórios corporativos de alto padrão, superando centros globais como São Francisco e Los Angeles. Segundo o relatório Global Office Fit-out Cost Guide 2026, da Turner & Townsend, o custo médio na capital argentina atingiu US$ 5.856 por metro quadrado, ficando atrás apenas de Nova York e Londres. O cenário é impulsionado por fatores macroeconômicos locais, enquanto São Paulo mantém uma posição mais competitiva na América Latina, apesar do dinamismo crescente de seu mercado corporativo.
O impacto dos custos em projetos corporativos
O levantamento da Turner & Townsend analisa o custo de projetos conhecidos como fit-out, que compreendem o investimento necessário para transformar uma laje corporativa em um ambiente pronto para o uso. Isso inclui desde acabamentos e infraestrutura até mobiliário, tecnologia de ponta e áreas de convivência. A metodologia baseia-se em um projeto padrão de 4.294 metros quadrados, permitindo uma comparação direta entre 58 cidades ao redor do globo.
A posição de Buenos Aires no ranking mundial é explicada pela combinação de hiperinflação e tarifas de importação elevadas, que podem encarecer os materiais de construção em até 150%. Esse fenômeno coloca a capital argentina em um patamar de custos superior ao de cidades como Zurique e Munique, tornando-a o mercado mais oneroso para ocupantes corporativos em toda a América Latina.
Comparativo regional e a posição de São Paulo
Enquanto Buenos Aires lidera o ranking regional com um custo de US$ 5.861,80 por metro quadrado, São Paulo apresenta um cenário distinto. A capital paulista ocupa a quarta posição na América Latina, com um custo médio de US$ 2.950 por metro quadrado. Embora tenha registrado alta em relação ao ano anterior, o mercado paulistano permanece significativamente mais acessível que os vizinhos Santiago e Montevidéu.
A diferença de custos entre Buenos Aires e São Paulo é expressiva, superando US$ 3.000 por metro quadrado. Em um projeto de referência de 4.294 metros quadrados, essa disparidade pode representar uma economia superior a US$ 12 milhões no custo total de implantação para empresas que optam por instalar suas sedes na capital paulista.
Dinamismo e sofisticação no mercado brasileiro
O relatório destaca que São Paulo é o mercado de escritórios mais dinâmico da América do Sul. A demanda por edifícios de padrão AAA e a exigência por ambientes tecnológicos têm atraído multinacionais que buscam o Brasil como porta de entrada para o Cone Sul. Para quem busca entender o cenário de Investimentos, é possível acompanhar como os fundos imobiliários atraem novos investidores, refletindo a confiança no setor.
A preferência atual tem sido por projetos que integram soluções de bem-estar, automação predial e infraestrutura preparada para inteligência artificial. Esse nível de sofisticação tem sido fundamental para o retorno gradual dos profissionais aos escritórios, consolidando a capital paulista como um hub regional de alta performance.
Fonte: Exame
Comments are closed.