Setor imobiliário alerta para riscos de custos e prazos em 2027 em contexto de Mercado Imobiliário Setor imobiliário alerta para riscos de custos e prazos em 2027 em contexto de Mercado Imobiliário

Setor imobiliário alerta para riscos de custos e prazos em 2027

Setor imobiliário alerta para riscos de custos e prazos em 2027. O setor imobiliário brasileiro enfrenta um cenário de incertezas que pode pressionar…

O setor imobiliário brasileiro enfrenta um cenário de incertezas que pode pressionar os preços e comprometer o cronograma de entregas a partir de 2027. Segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), o avanço da proposta de fim da escala 6×1, a alta nos custos de insumos devido a tensões internacionais e a indefinição sobre a regulamentação da reforma Tributária compõem o quadro de preocupações. Apesar da resiliência observada no primeiro trimestre de 2026, com 110.722 unidades vendidas, as entidades alertam que a pressão sobre a mão de obra e a inflação de materiais exigem cautela.

Impactos na construção e custos de insumos

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que acumula alta de 6% nos últimos 12 meses, pode atingir a marca de 9% em breve. A crise internacional, agravada por tensões no Oriente Médio, tem encarecido insumos básicos como cimento, concreto, argamassa e PVC. Para o setor, esse aumento nos custos de produção é um desafio direto para a viabilidade de novos empreendimentos.

Além da inflação de materiais, a possível redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais gera apreensão. Estudos da Cbic indicam que essa mudança poderia elevar em até 10% o custo total de imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida. A necessidade de contratar cerca de 288 mil novos trabalhadores para compensar a redução da carga horária, em um momento de escassez de mão de obra qualificada, pressiona ainda mais os orçamentos das construtoras.

Desafios regulatórios e o papel do FGTS

A regulamentação da Reforma Tributária é outro ponto crítico. A falta de diretrizes claras dificulta a modelagem financeira de projetos de longo prazo. Paralelamente, propostas que sugerem a redução da alíquota de contribuição patronal ao FGTS, como medida compensatória para a mudança na jornada de trabalho, foram duramente criticadas pelo setor. Representantes da indústria reforçam que o fundo é essencial para o financiamento habitacional e não deve ser utilizado para cobrir custos operacionais de outras naturezas.

O mercado mantém um ritmo de vendas sólido, impulsionado pelo Minha Casa, Minha Vida, que respondeu por 49% das transações no primeiro trimestre de 2026. A intenção de compra de imóveis atinge 49% no Brasil em 2026, demonstrando que, apesar dos desafios macroeconômicos, a demanda por Moradia própria permanece elevada entre os brasileiros.

Resiliência do mercado imobiliário

Mesmo com juros elevados, o setor apresentou um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 65,9 bilhões no início de 2026. O estoque disponível encerrou março com 350.891 unidades, com um tempo médio de escoamento de dez meses. O programa habitacional do governo federal segue como o principal motor da atividade, com um ritmo de vendas mais acelerado do que o restante do mercado, apresentando um tempo médio de escoamento de 7,6 meses.

Fonte: Exame

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