Atlas Schindler amplia receita e aposta em modernização de elevadores em contexto de Mercado Imobiliário Atlas Schindler amplia receita e aposta em modernização de elevadores em contexto de Mercado Imobiliário

Atlas Schindler amplia receita e aposta em modernização de elevadores

Atlas Schindler amplia receita e aposta em modernização de elevadores. A Atlas Schindler registrou receita bruta de R$ 3,9 bilhões em 2025, um…

A Atlas Schindler registrou receita bruta de R$ 3,9 bilhões em 2025, um crescimento de 11,8%, impulsionada pela demanda por mobilidade vertical em um mercado imobiliário que busca modernização e eficiência tecnológica. Com foco na urbanização e no envelhecimento populacional, a companhia consolida sua posição no Brasil ao integrar soluções digitais em edifícios residenciais e comerciais, desde projetos de habitação popular até arranha-céus de luxo.

Crescimento e estratégia operacional

A trajetória da Atlas Schindler no Brasil, que já soma mais de 260 mil elevadores instalados desde 1918, atingiu um novo patamar de eficiência. Além da receita líquida de R$ 3,3 bilhões, a empresa reportou um lucro líquido de R$ 331 milhões, representando um avanço expressivo de 70,6%. Esse desempenho é resultado de uma reestruturação operacional que incluiu a nacionalização de componentes para mitigar rupturas nas cadeias de suprimentos globais e a adoção de metodologias Lean em suas linhas de produção.

A sede histórica no Cambuci, em São Paulo, foi expandida com um novo prédio anexo, totalizando 44 mil metros quadrados. A operação brasileira também se destaca globalmente, abrigando um dos seis centros de pesquisa e desenvolvimento do grupo suíço, com foco em exportação de tecnologia e automação, reforçando a importância da gestão imobiliária para o sucesso de grandes empreendimentos.

Mobilidade vertical e o futuro dos edifícios

Para Flavio Silva, presidente da Atlas Schindler no Brasil, o elevador é um elemento intrínseco à vida urbana que não pode ser substituído. A empresa observa que a verticalização das cidades, impulsionada pela necessidade de otimizar espaços, exige tecnologias cada vez mais complexas. Em cidades como Balneário Camboriú, o padrão de edifícios já ultrapassa 50 paradas, demandando elevadores de alta velocidade e engenharia avançada.

A modernização de equipamentos antigos, que ainda operam com sistemas analógicos das décadas de 1970 e 1980, tornou-se uma avenida de crescimento. A empresa aposta na digitalização, com plataformas como o Schindler Ahead, que permite manutenção preditiva e monitoramento em tempo real, transformando o elevador em um ativo de inteligência operacional.

Acessibilidade e novos mercados

O envelhecimento da população brasileira é outro vetor estrutural para o negócio. A demanda por acessibilidade em hospitais e condomínios residenciais exige infraestrutura adaptada, um campo onde a empresa tem investido fortemente. No segmento de habitação popular, a companhia desenvolveu modelos específicos para o programa Minha Casa, Minha Vida, garantindo competitividade e acesso à tecnologia em diferentes faixas de renda.

Além disso, a integração de elevadores com robôs de entrega e sistemas de reconhecimento facial, como visto no World Trade Center Uberlândia, aponta para o futuro da mobilidade urbana. A empresa segue em concorrência para projetos de grande porte, como o Senna Tower, consolidando sua presença em empreendimentos que definem novos padrões de engenharia no país, similar ao impacto de projetos de revitalização de prédios históricos que integram tecnologia e infraestrutura.

Fonte: Exame

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