Operação Carbono Oculto investiga lavagem de dinheiro em fintechs em contexto de Mercado Imobiliário Operação Carbono Oculto investiga lavagem de dinheiro em fintechs em contexto de Mercado Imobiliário

Operação Carbono Oculto investiga lavagem de dinheiro em fintechs

Operação Carbono Oculto investiga lavagem de R$ 26 bilhões via fintechs. Entenda o impacto da nova regulação e a importância da transparência financeira.

A segunda fase da operação Carbono Oculto, deflagrada por uma força-tarefa que envolve a Receita Federal e o Ministério Público, investiga um complexo esquema de lavagem de dinheiro que utilizava instituições de pagamento como estruturas paralelas. A ação, realizada nesta quinta-feira (28), apura a movimentação de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025 no setor de combustíveis. O esquema explorava falhas regulatórias para ocultar patrimônio e realizar transações financeiras opacas em cinco estados, impactando o monitoramento de ativos e investimentos.

Investigação de fraudes financeiras
Operação investiga movimentações financeiras suspeitas em fintechs.

As investigações apontam que seis instituições de pagamento operavam como estruturas de dissimulação para recursos de origem ilícita. O método utilizava contas bolsão para centralizar e pulverizar grandes volumes de capital, dificultando o rastreamento pelas autoridades de controle. Em um dos casos identificados, uma instituição recebeu mais de R$ 1 bilhão em depósitos em espécie ao longo de dois anos, uma movimentação considerada atípica e incompatível com as operações regulares de uma fintech.

Reforço na regulação e monitoramento financeiro

O monitoramento das atividades financeiras foi significativamente ampliado com a exigência da e-Financeira para instituições de pagamento, regra que entrou em vigor após 2025. Antes dessa obrigação, a falta de transparência permitiu que diversas entidades operassem com baixo controle sobre o fluxo de caixa. Com o novo cenário, mais de 450 instituições passaram a reportar dados ao fisco, evidenciando uma movimentação superior a R$ 10 trilhões entre 2021 e 2025, o que viabilizou a descoberta destas irregularidades.

Fraudes tributárias e ocultação de bens

Além da lavagem de dinheiro, a investigação detalha um esquema de adulteração de combustíveis que gerou prejuízos de R$ 200 milhões aos cofres públicos. Empresas de fachada simulavam a compra de nafta petroquímica, aproveitando-se indevidamente de benefícios tributários. Parte desses recursos obtidos via sonegação e atividades ilícitas era direcionada a fundos de investimento. Atualmente, quatro fundos com patrimônio estimado em R$ 205 milhões estão sob análise, reiterando a necessidade de transparência em investimentos isentos de IR e a correta declaração de bens.

A ofensiva mobilizou 135 auditores fiscais em uma operação que busca desarticular toda a cadeia de apoio financeiro ao crime. O desmantelamento dessa estrutura é essencial para garantir a integridade do mercado financeiro e a segurança jurídica de transações legítimas, protegendo o ambiente econômico contra operações que utilizam o sistema para dissimular patrimônio ilícito.

Fonte: Superfeed Imóveis BR

Fonte: Redir

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