O mercado de aluguel residencial no Brasil registrou em abril o maior ritmo de reajuste dos últimos doze meses, com uma alta de 1,04% no Índice FipeZAP de Locação Residencial. O movimento, que supera o desempenho observado em março, é impulsionado por uma valorização expressiva em capitais nordestinas e cidades médias, consolidando um cenário de pressão sobre os custos de moradia. Em doze meses, o acumulado de 8,40% praticamente dobra a inflação oficial do período, refletindo a dinâmica de oferta e demanda que redefine o mapa da locação no país.
O cenário da valorização do aluguel
O levantamento, que monitora anúncios em 36 cidades brasileiras, aponta que a alta de abril foi a mais intensa desde o mesmo período do ano anterior. Enquanto o IPCA fechou em 4,39% no acumulado de doze meses, o setor de locação segue em trajetória de alta, pressionado pela valorização natural dos Imóveis e pela escassez de oferta em regiões estratégicas. Para quem busca entender as movimentações do setor, o mercado de escritórios em São Paulo também apresenta indicadores importantes Sobre a ocupação urbana.
O eixo tradicional entre São Paulo e Rio de Janeiro deixou de ser o único protagonista das altas. Capitais do Nordeste assumiram a liderança nos reajustes. Aracaju destacou-se com uma alta mensal de 3,93% em abril, acumulando uma valorização de 17,71% em doze meses. Teresina, Campo Grande, Brasília e João Pessoa também registraram avanços significativos, demonstrando que a pressão sobre os preços é um fenômeno nacional.
Preços por metro quadrado e rentabilidade
Embora São Paulo não lidere as maiores altas mensais, a capital paulista mantém o aluguel mais caro entre as cidades monitoradas, com um preço médio de R$ 64,20 por metro quadrado. Contudo, a diferença para outras capitais tem diminuído. Belém e Recife apresentam valores muito próximos, com R$ 63,43/m² e R$ 63,39/m², respectivamente. Teresina permanece como a capital mais acessível, com média de R$ 30,28/m².
A rentabilidade média do aluguel residencial atingiu 6,08% ao ano. Em termos de retorno para o investidor, Recife se destaca entre as capitais com 8,55% ao ano, enquanto Santos, fora do eixo das capitais, lidera o ranking nacional com 8,58%. Para investidores que buscam diversificação, o comportamento de investidores estrangeiros na compra de estúdios na Zona Sul do Rio de Janeiro ilustra como diferentes nichos respondem à valorização imobiliária.
Impacto por tipologia de imóvel
O reajuste não ocorre de forma uniforme entre as diferentes tipologias de apartamentos. Em abril, as unidades de três dormitórios lideraram a alta mensal, com 1,14%, seguidas de perto pelos imóveis de dois quartos (1,11%) e um quarto (1,08%). Apartamentos maiores, com quatro ou mais dormitórios, apresentaram maior estabilidade, com variação de apenas 0,17% no período. No acumulado anual, a preferência por imóveis de três quartos mantém a liderança na valorização, com 9,24%.
Fonte: Exame
Comments are closed.